Você já teve a sensação de que a vida não cabe em você, não cabe no dia, no tempo que você tem acordado?
Justamente.
:D
8.11.09
1.11.09
31.10.09
a esperança é a última que morre.
Carolina,
Você tem quase 30 anos. Já está na hora de se convencer que a vida não é uma comédia romântica.
Grata.
(eu não perco a esperança de que, lááá no fundo, seja)
Você tem quase 30 anos. Já está na hora de se convencer que a vida não é uma comédia romântica.
Grata.
(eu não perco a esperança de que, lááá no fundo, seja)
27.10.09
Você pode me chamar do que quiser: brega, cafona, antiquada. Nem ligo.
1. eu quero casar. (sim, eu sei: isso é coisa de gente doida.)
2. se eu encontrar um homem que queira casar comigo (e, evidentemente, eu com ele) eu vou entrar na cerimônia com aquela musica "noites com sol". E quem vai cantar é minha irmã.
Viu, pode chamar de brega. Sou mesmo e bato no peito.
1. eu quero casar. (sim, eu sei: isso é coisa de gente doida.)
2. se eu encontrar um homem que queira casar comigo (e, evidentemente, eu com ele) eu vou entrar na cerimônia com aquela musica "noites com sol". E quem vai cantar é minha irmã.
Viu, pode chamar de brega. Sou mesmo e bato no peito.
16.10.09
para eu nunca mais esquecer quem já fui
SEM FANTASIA:
Oi.
meu nome é ana carolina. tenho 29 anos, mas envelheci mesmo aos 8, depois que meu pai morreu. tolice do cacete. não, nem tanta tolice assim. É que a porrada foi tão grande que não tive outra alternativa. aos 8 anos eu era mais velha do que sou agora e, pra mim, naquele momento, a vida se tornou um troço muito, muito sério. demorou uns anos pra eu perceber que não precisava ficar com a cara trancada pra ser gente grande (às vezes a gente faz estas confusões, né?). acho que foi no carnaval de olinda que descobri isso. eu estava bonita naquela época... 21 anos. lá rocei de leve na felicidade e, junto com ela, veio o sorriso, a liberdade da juventude.
hoje eu sou uma bobona que chora com pieguice e que gosta de música ruim. ah, como eu queria que a minha vida fosse mais colorida com pieguices. gosto de músicas que me tocam, seja uma velhona do nirvana que descobri anteontem (love buzz, ótima!), rain, da madonna, essa do wilco que tá tocando agora, aquelas da amy, principalmente as que falam de bebedeiras.tem uma em que ela fala que chorou por ele no chão da cozinha. eu já chorei no chão do corredor; no tanque lavando roupa; na frente do computador abraçada ao joelho; alto, trancada no meu quarto pra ouvirem; com o chuveiro ligado pra ninguém ouvir; agarrada com o travesseiro do meu pai, sentindo o cheiro dele ainda lá pra matar a saudade. já chorei no ônibus voltando pra casa, já chorei em avião e em ônibus interestadual. ultimamente, choro escrevendo. É bom acessar a dor assim, fazendo alguma coisa dela. alguma coisa bela.
tenho saudade daquilo que ainda não vivi. tenho saudade do que eu fantasiei mas que a realidade, essa impiedosa, me tirou. tenho saudade do que ficou no passado. tenho saudade do futuro.
tenho problemas com desapego. não gosto de pessoas saindo da minha vida. mas aprendi, na marra, que algumas pessoas saem da nossa vida e pronto. outras hão de entrar. amém.
tenho dificuldade de falar sobre a minha mãe. É tanta admiração que fica difícil colocar em palavra. gosto quando ela gargalha, gosto quando conversamos. gosto quando vejo que ela é querida por um monte de gente. tão bonita, tão corajosa, tão íntegra, tão alegre.
meu irmão se mudou e sei hoje que, sem ele aqui, sou muito mais só. sinto saudade.
leio menos que gostaria. li pouquissimos clássicos, mas baixei a obra completa de dostoievski. não li. já li paulo coelho, sidney sheldon e lya luft. achei memórias póstumas de brás cubas um saco. não entendo bem a do jorge amado. gosto de joão ubaldo ribeiro. gosto do filho dele também. rá. leio lacan. não entendo. leio de novo. amo ler freud. amo gabriel garcia márquez. chorei copiosamente com a menina que roubava livros. amo caetano. não muito o chico. não tive paciência pra pontuação do saramago. amo maria bethânia. amo vinicius de moraes e mário quintana. amo woody allen. não gostei de vicky cristina barcelona. não conheço nada de cineastas renomados. amo a arte que é acessível. não gosto de punhetas intelectualóides. não gosto de quem caga regra sem saber.
dos homens, o que me atrai é a voz, a mão e o modo como alguns honram o que carregam entre as pernas. homem tem que ser homem. ponto.
eu quero ser dj. quero ser escritora. acho que não tenho talento pra nenhum dos dois. dane-se eu.
queria que a vida fosse mais palatável. ou que eu fosse mais alienada. não, mentira. queria, não.
quero muito, quero sempre. gosto de palavras que remetem ao absoluto: tudo, sempre, muito. gosto de pronomes possessivos: meu, tua, nosso.
abraço quando amo. gargalho quando estou alegre. brigo quando tenho raiva. me encolho e calo quando fico triste. tiro meu time de campo quando saco que não rola. não sou polida. e, às vezes, acho que sou mais transparente do que deveria ser.
basicamente, é isso.
Oi.
meu nome é ana carolina. tenho 29 anos, mas envelheci mesmo aos 8, depois que meu pai morreu. tolice do cacete. não, nem tanta tolice assim. É que a porrada foi tão grande que não tive outra alternativa. aos 8 anos eu era mais velha do que sou agora e, pra mim, naquele momento, a vida se tornou um troço muito, muito sério. demorou uns anos pra eu perceber que não precisava ficar com a cara trancada pra ser gente grande (às vezes a gente faz estas confusões, né?). acho que foi no carnaval de olinda que descobri isso. eu estava bonita naquela época... 21 anos. lá rocei de leve na felicidade e, junto com ela, veio o sorriso, a liberdade da juventude.
hoje eu sou uma bobona que chora com pieguice e que gosta de música ruim. ah, como eu queria que a minha vida fosse mais colorida com pieguices. gosto de músicas que me tocam, seja uma velhona do nirvana que descobri anteontem (love buzz, ótima!), rain, da madonna, essa do wilco que tá tocando agora, aquelas da amy, principalmente as que falam de bebedeiras.tem uma em que ela fala que chorou por ele no chão da cozinha. eu já chorei no chão do corredor; no tanque lavando roupa; na frente do computador abraçada ao joelho; alto, trancada no meu quarto pra ouvirem; com o chuveiro ligado pra ninguém ouvir; agarrada com o travesseiro do meu pai, sentindo o cheiro dele ainda lá pra matar a saudade. já chorei no ônibus voltando pra casa, já chorei em avião e em ônibus interestadual. ultimamente, choro escrevendo. É bom acessar a dor assim, fazendo alguma coisa dela. alguma coisa bela.
tenho saudade daquilo que ainda não vivi. tenho saudade do que eu fantasiei mas que a realidade, essa impiedosa, me tirou. tenho saudade do que ficou no passado. tenho saudade do futuro.
tenho problemas com desapego. não gosto de pessoas saindo da minha vida. mas aprendi, na marra, que algumas pessoas saem da nossa vida e pronto. outras hão de entrar. amém.
tenho dificuldade de falar sobre a minha mãe. É tanta admiração que fica difícil colocar em palavra. gosto quando ela gargalha, gosto quando conversamos. gosto quando vejo que ela é querida por um monte de gente. tão bonita, tão corajosa, tão íntegra, tão alegre.
meu irmão se mudou e sei hoje que, sem ele aqui, sou muito mais só. sinto saudade.
leio menos que gostaria. li pouquissimos clássicos, mas baixei a obra completa de dostoievski. não li. já li paulo coelho, sidney sheldon e lya luft. achei memórias póstumas de brás cubas um saco. não entendo bem a do jorge amado. gosto de joão ubaldo ribeiro. gosto do filho dele também. rá. leio lacan. não entendo. leio de novo. amo ler freud. amo gabriel garcia márquez. chorei copiosamente com a menina que roubava livros. amo caetano. não muito o chico. não tive paciência pra pontuação do saramago. amo maria bethânia. amo vinicius de moraes e mário quintana. amo woody allen. não gostei de vicky cristina barcelona. não conheço nada de cineastas renomados. amo a arte que é acessível. não gosto de punhetas intelectualóides. não gosto de quem caga regra sem saber.
dos homens, o que me atrai é a voz, a mão e o modo como alguns honram o que carregam entre as pernas. homem tem que ser homem. ponto.
eu quero ser dj. quero ser escritora. acho que não tenho talento pra nenhum dos dois. dane-se eu.
queria que a vida fosse mais palatável. ou que eu fosse mais alienada. não, mentira. queria, não.
quero muito, quero sempre. gosto de palavras que remetem ao absoluto: tudo, sempre, muito. gosto de pronomes possessivos: meu, tua, nosso.
abraço quando amo. gargalho quando estou alegre. brigo quando tenho raiva. me encolho e calo quando fico triste. tiro meu time de campo quando saco que não rola. não sou polida. e, às vezes, acho que sou mais transparente do que deveria ser.
basicamente, é isso.
15.10.09
sobreviver até que é fácil. dormir, acordar, comer, pagar contas, ganhar dinheiro. até que é fácil. duro, mas fácil
viver é dificil.
é necessário algum artifício. algum perfume, alguma cor.
cada um com o seu, é claro.
Eu, por exemplo, invento amores. ah, invento. tão melhor viver apaixonada... nem que seja só por uma idéia. uma idéia que existe na minha cabeça sem a menor pretensão de acontecer, sei muito bem. E quando eles passam, convivo com a minha desrealização até encontrar uma invenção nova.
viver é dificil.
é necessário algum artifício. algum perfume, alguma cor.
cada um com o seu, é claro.
Eu, por exemplo, invento amores. ah, invento. tão melhor viver apaixonada... nem que seja só por uma idéia. uma idéia que existe na minha cabeça sem a menor pretensão de acontecer, sei muito bem. E quando eles passam, convivo com a minha desrealização até encontrar uma invenção nova.
10.10.09
8.10.09
30.9.09

O samba é alegria
Falando coisas da gente
Se você anda tristonho
No samba fica contente
(cara, se liga no tamanho dos dois mentex colados na minha gengiva)
29.9.09
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