15.12.09

TRINTA ANOS.

Aí, quer saber a verdade? A verdade é que tô cansada. Exausta.

Quer a notícia boa agora? Dessa vez, NÃO é de mim. É de uma parte da humanidade de uma forma geral. Mais ou menos 97% das pessoas que: ou são loucas, ou se fazem de, ou são bem mesquinhas, pequenas mesmo. Sabe aquele tipo de gente que se regogiza quando acha que te sacaneou? Pois bem, quero que vc se dane. (não você que lê isso, mas você que tentou me sacanear. hehe). Cansei de gente assim. Quero que todas se explodam. Se eu puder assistir de camarote será lindo. Se eu tô sozinha? Não, felizmente conheço bastante gente que está nestes 3% aí.

Cansei de Murphy também, vá lá.

Muitas vezes eu acho que sou grossa, que tenho fogo nas ventas, que atiro meu coice à revelia. Sagitariana com ascendente em áries, penso eu. Hoje, eu tenho certeza de que não sou assim. Não sou só assim, tudo bem. Cara, eu sou uma das raras pessoas que deseja um bom dia ao cara que vende bilhete no trem. Ele fica todo felizinho quando me vê chegando. E eu me orgulho disso. Mesmo. Eu cumprimento todos os porteiros do meu prédio. E eles me adoram. Maaaaaaaas, armo, sim, meu coice quando pedem. E, gente, na boa, eu não sei o que ocorre com as pessoas (ou se eu sou pára-raio de abusados).

Vou contar dois pequenos extratos do que me ocorreu estas duas ultimas semanas. Atentem:

Estou lá, feliz e faceira, num domingão no msn. Entra um sujeito e me manda um

- quero te comer.

OI? Vem cá, não vai me dar nem um (brega) -BOM DIA, FLOR DO DIA? Não? Hmmmm.

Bom, e eu nem fui grossa de cara. Expliquei que agora eu estava a fim de romance, o que, traduzindo, quer dizer: - Filho, não vai rolar porque eu já conheço este roteiro. Na hora até que vai ser legal, mas depois não vai rolar nem um cafuné, eu vou ter que escutar você falando de outras mulheres, vou ter que achar isso tudo muito normal, afinal "somo amigos". Não, obrigada, passo a vez... O fulaninho sentiu-se ofendido. Eu me senti culpada até hoje. Hoje, mando-lhe um sonoro: CAGUEEEEEEEI. E apertei o delete. Menos um a ocupar meu tempo com tranqueira.

Segundo caso.

Tô mais uma vez no msn. Surge um segundo: - E o reveillon, vai fazer o que? vai viajar? Respondo que, a princípio, não, mas que não sabia ainda. Ele lança um: -Não quer vir pra dia 30, e vamos para o Rio dia 31? (onde o "" é um OU-TRO ES-TA-DO DA FE-DE-RA-ÇÃO).
Bom, não posso dar mais detalhes deste segundo caso, mas digamos que a noção passou longe. O cara sentiu-se ofendido porque eu não disse "noooosa, vou me atirar correndo nos seus braços". Pergunto: por que eu deveria fazer isso? A pergunta é séria: se alguém tiver a resposta, por favor, me ilumine com vossa sapiência.

Minha primeira (e única) hipótese é que as pessoas não querem trabalho. Em todos os sentidos. Mas, alou, brasil, viver é trabalho. Levantar cedo, tomar banho, ir ganhar seu dinheiro, voltar pra casa, resolver seus problemas íntimos (ou, pelo menos, permitir se encontrar com eles de vez em quando). Cara, tudo isso é trabalho. E não adianta fugir, porque se a gente finge que não vê daqui, ele volta MAIOR E COM CARA DE MONSTRO DO ARMÁRIO dali. Mas, não. Vamos tomar um prozac, viagra, um rivotril, um doce. Vamos alugar uma xereca, um piru, uma distração qualquer que nos faça esquecer um pouco do monte de cocô onde estamos nos afundando. Vamos ser felizes full time. De mentirinha, mas vamos. Vamos passar batidos do que nos faz gente.

Não sou assim, ok? Não facilito mais a vida das pessoas. Eu dou trabalho porque eu trabalho em mim pra caceta. Dez anos de análise. DEZ. Talvez um carro que eu poderia ter comprado. Mas, na boa, me saber assim não tem preço. Recomendo análise em vez daquele astra que você estava de olho.

É isso.



(ah, eu sei. é injusto este texto aqui. as pessoas que me leem são sempre muito doces comigo, sempre. mas eu precisava escrever sobre isso. se vc se sentiu ofendido, pode me xingar. :~)

10.12.09

Declaração de amor.

4.12.09

Untitled

Eu sou difícil.

Igual a qualquer pessoa.

:)

(e usando o BLOGO! Aeeee!)


29.11.09

Passo o dia inteiro com estas notas na minha cabeça. Passo o dia inteiro solfejando esta musica.
Podia ser um inferno, mas não é.
:D

8.11.09

Você já teve a sensação de que a vida não cabe em você, não cabe no dia, no tempo que você tem acordado?
Justamente.
:D

1.11.09

Acho que aprendi a beber.

saco.

31.10.09

a esperança é a última que morre.

Carolina,

Você tem quase 30 anos. Já está na hora de se convencer que a vida não é uma comédia romântica.

Grata.

(eu não perco a esperança de que, lááá no fundo, seja)

27.10.09

Você pode me chamar do que quiser: brega, cafona, antiquada. Nem ligo.

1. eu quero casar. (sim, eu sei: isso é coisa de gente doida.)
2. se eu encontrar um homem que queira casar comigo (e, evidentemente, eu com ele) eu vou entrar na cerimônia com aquela musica "noites com sol". E quem vai cantar é minha irmã.

Viu, pode chamar de brega. Sou mesmo e bato no peito.

16.10.09

para eu nunca mais esquecer quem já fui

SEM FANTASIA:

Oi.

meu nome é ana carolina. tenho 29 anos, mas envelheci mesmo aos 8, depois que meu pai morreu. tolice do cacete. não, nem tanta tolice assim. É que a porrada foi tão grande que não tive outra alternativa. aos 8 anos eu era mais velha do que sou agora e, pra mim, naquele momento, a vida se tornou um troço muito, muito sério. demorou uns anos pra eu perceber que não precisava ficar com a cara trancada pra ser gente grande (às vezes a gente faz estas confusões, né?). acho que foi no carnaval de olinda que descobri isso. eu estava bonita naquela época... 21 anos. lá rocei de leve na felicidade e, junto com ela, veio o sorriso, a liberdade da juventude.

hoje eu sou uma bobona que chora com pieguice e que gosta de música ruim. ah, como eu queria que a minha vida fosse mais colorida com pieguices. gosto de músicas que me tocam, seja uma velhona do nirvana que descobri anteontem (love buzz, ótima!), rain, da madonna, essa do wilco que tá tocando agora, aquelas da amy, principalmente as que falam de bebedeiras.tem uma em que ela fala que chorou por ele no chão da cozinha. eu já chorei no chão do corredor; no tanque lavando roupa; na frente do computador abraçada ao joelho; alto, trancada no meu quarto pra ouvirem; com o chuveiro ligado pra ninguém ouvir; agarrada com o travesseiro do meu pai, sentindo o cheiro dele ainda lá pra matar a saudade. já chorei no ônibus voltando pra casa, já chorei em avião e em ônibus interestadual. ultimamente, choro escrevendo. É bom acessar a dor assim, fazendo alguma coisa dela. alguma coisa bela.

tenho saudade daquilo que ainda não vivi. tenho saudade do que eu fantasiei mas que a realidade, essa impiedosa, me tirou. tenho saudade do que ficou no passado. tenho saudade do futuro.

tenho problemas com desapego. não gosto de pessoas saindo da minha vida. mas aprendi, na marra, que algumas pessoas saem da nossa vida e pronto. outras hão de entrar. amém.

tenho dificuldade de falar sobre a minha mãe. É tanta admiração que fica difícil colocar em palavra. gosto quando ela gargalha, gosto quando conversamos. gosto quando vejo que ela é querida por um monte de gente. tão bonita, tão corajosa, tão íntegra, tão alegre.

meu irmão se mudou e sei hoje que, sem ele aqui, sou muito mais só. sinto saudade.

leio menos que gostaria. li pouquissimos clássicos, mas baixei a obra completa de dostoievski. não li. já li paulo coelho, sidney sheldon e lya luft. achei memórias póstumas de brás cubas um saco. não entendo bem a do jorge amado. gosto de joão ubaldo ribeiro. gosto do filho dele também. rá. leio lacan. não entendo. leio de novo. amo ler freud. amo gabriel garcia márquez. chorei copiosamente com a menina que roubava livros. amo caetano. não muito o chico. não tive paciência pra pontuação do saramago. amo maria bethânia. amo vinicius de moraes e mário quintana. amo woody allen. não gostei de vicky cristina barcelona. não conheço nada de cineastas renomados. amo a arte que é acessível. não gosto de punhetas intelectualóides. não gosto de quem caga regra sem saber.

dos homens, o que me atrai é a voz, a mão e o modo como alguns honram o que carregam entre as pernas. homem tem que ser homem. ponto.

eu quero ser dj. quero ser escritora. acho que não tenho talento pra nenhum dos dois. dane-se eu.

queria que a vida fosse mais palatável. ou que eu fosse mais alienada. não, mentira. queria, não.

quero muito, quero sempre. gosto de palavras que remetem ao absoluto: tudo, sempre, muito. gosto de pronomes possessivos: meu, tua, nosso.

abraço quando amo. gargalho quando estou alegre. brigo quando tenho raiva. me encolho e calo quando fico triste. tiro meu time de campo quando saco que não rola. não sou polida. e, às vezes, acho que sou mais transparente do que deveria ser.

basicamente, é isso.

15.10.09

sobreviver até que é fácil. dormir, acordar, comer, pagar contas, ganhar dinheiro. até que é fácil. duro, mas fácil

viver é dificil.

é necessário algum artifício. algum perfume, alguma cor.

cada um com o seu, é claro.

Eu, por exemplo, invento amores. ah, invento. tão melhor viver apaixonada... nem que seja só por uma idéia. uma idéia que existe na minha cabeça sem a menor pretensão de acontecer, sei muito bem. E quando eles passam, convivo com a minha desrealização até encontrar uma invenção nova.